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Recebeu uma Execução Fiscal? Saiba Como se Defender e Evitar Bloqueio de Bens

  • Foto do escritor: Ana Carolini Araújo Henrique
    Ana Carolini Araújo Henrique
  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura

Receber uma execução fiscal é uma situação que costuma gerar grande preocupação, especialmente diante do risco de bloqueio de contas bancárias, penhora de bens e restrições patrimoniais.

No entanto, é fundamental esclarecer que nem toda cobrança realizada pela Fazenda Pública é válida, sendo possível, em muitos casos, contestar judicialmente o débito e até mesmo extinguir a execução fiscal.

A execução fiscal é regulamentada pela Lei nº 6.830/80 e tem como base a Certidão de Dívida Ativa (CDA), documento que formaliza a cobrança do crédito tributário. Contudo, para que essa cobrança seja legítima, é indispensável que a CDA atenda a todos os requisitos legais previstos no Código Tributário Nacional.

📌 Quando a execução fiscal pode ser contestada?

Diversas situações podem tornar a cobrança indevida ou irregular, tais como:

  • prescrição do crédito tributário

  • erro ou ausência de requisitos na Certidão de Dívida Ativa

  • cobrança de tributo já pago

  • inclusão indevida de sócios ou terceiros como responsáveis

  • ausência de notificação válida do contribuinte

Nesses casos, a atuação jurídica especializada é essencial para identificar a irregularidade e adotar a medida adequada.

📌 Quais são as formas de defesa?

O ordenamento jurídico brasileiro prevê instrumentos eficazes para a defesa do contribuinte, dentre os quais se destacam:

✔️ Exceção de pré-executividade

Permite discutir questões como nulidade da cobrança e prescrição sem necessidade de garantia do juízo, sendo amplamente admitida pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.

✔️ Embargos à execução

Utilizados quando há garantia do juízo, possibilitam a discussão ampla do débito.

✔️ Pedido de reconhecimento de prescrição

Nos termos do art. 40 da Lei de Execução Fiscal, é possível reconhecer a prescrição intercorrente quando há inércia na cobrança.

📌 Existe risco imediato de bloqueio de contas?

Sim. A Fazenda Pública pode requerer o bloqueio de valores por meio de sistemas eletrônicos, como o SISBAJUD, o que torna urgente a análise do processo.

Entretanto, caso a cobrança seja indevida, é possível reverter tais medidas por meio da atuação judicial adequada.

📌 O que fazer ao receber uma execução fiscal?

Ao tomar ciência da execução fiscal, é recomendável:

  • analisar imediatamente a validade da cobrança

  • verificar a ocorrência de prescrição

  • identificar possíveis nulidades

  • adotar a medida judicial cabível com urgência

A demora na adoção de providências pode resultar em prejuízos patrimoniais relevantes.

📌 Conclusão

A execução fiscal não deve ser encarada como uma cobrança automática e incontestável. O contribuinte possui direitos assegurados pela legislação tributária e processual, sendo plenamente possível questionar débitos indevidos e evitar constrições patrimoniais injustas.

A análise técnica do caso concreto é indispensável para a definição da melhor estratégia de defesa, sempre com fundamento na legislação vigente e na jurisprudência dos tribunais superiores.

 
 
 

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